“Com certeza está com raiva de mim.” Dá para saber o que o outro pensa?
Uma resposta curta pode virar uma história enorme na nossa cabeça. Na terapia cognitivo-comportamental, a leitura mental acontece quando tratamos uma suposição sobre o pensamento de outra pessoa como uma certeza. Perceber esse padrão abre espaço para o que ainda não sabemos, sem criar um rótulo para nós mesmos.
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O que aconteceu e o sentido que acrescentei
Uma amiga diz: “Esta semana não dá”. Sua mente completa: “Ela não quer me ver”. É compreensível ficar chateado, mas a frase ouvida e a interpretação são informações diferentes. Escrever as duas separadamente pode ajudar antes de tirar uma conclusão sobre a amizade.
Centre for Clinical Interventions — Unhelpful Thinking Styles (PDF) ↗
Exemplo fictício: uma resposta seca
Alex envia um rascunho e recebe “Recebido”. Pensa que o trabalho não agradou e começa a refazer tudo. Mas ainda não houve avaliação do conteúdo. Uma resposta mais justa seria: “A mensagem é curta. Ainda não sei o que a pessoa achou; posso esperar o retorno”. Não é preciso trocar uma suposição negativa por outra positiva.
Perguntas que permitem não saber
Houve alguma fala clara que sustente minha interpretação? Que outras explicações cabem? O que eu diria a alguém querido? Se for importante esclarecer, uma pergunta direta pode ajudar. Buscar a mesma confirmação repetidamente não elimina toda a incerteza de uma relação.
Seguir sem uma resposta definitiva
“Agora não sei o que essa pessoa pensa” pode ser uma conclusão honesta. Você pode voltar à sua atividade ou esclarecer no momento adequado. Uma atitude claramente ofensiva não precisa ser justificada por outras hipóteses. Se essas preocupações limitarem sua vida, considere apoio profissional. O exemplo é inventado.
Fontes e outras leituras
As fontes estão em inglês. As explicações e os exemplos fictícios foram preparados de forma independente pela Pofuna; as organizações citadas não endossam este artigo.