Se não for perfeito, nem vale começar?
O pensamento tudo ou nada deixa só duas possibilidades: impecável ou sem valor. Na TCC, também é chamado de pensamento dicotômico. Uma tarefa feita pela metade pode parecer progresso nenhum. Ainda assim, um resultado incompleto pode ter utilidade.
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Encontrar mais de duas possibilidades
Você termina três das cinco tarefas planejadas. Dizer “Não fiz nada hoje” apaga as três concluídas. A lista continua incompleta e houve avanço: as duas coisas podem ser verdadeiras. Reconhecer ambas dá uma base melhor para organizar o próximo dia.
Centre for Clinical Interventions — Unhelpful Thinking Styles (PDF) ↗
Exemplo fictício: estudar um pouco
Marcos deixa de estudar um idioma porque não tem as duas horas previstas. Quinze minutos de revisão seriam possíveis, mas só o programa inteiro conta como sucesso. Outra meta seria: “Revisar um assunto com o tempo disponível”. Isso não exige diminuir todo objetivo; acrescenta uma opção para aquela circunstância.
Definir antes o que seria suficiente
Antes de começar, pergunte: “Como seria uma primeira versão útil hoje?”. Em um texto, talvez baste um roteiro. Escolha um critério ligado à finalidade e ao tempo disponível. Isso é diferente de flexibilizar regras de segurança ou verificações profissionais necessárias.
Escrever a frase do meio
“Não ficou perfeito e algumas partes funcionaram.” Adapte a frase a uma situação real, nomeando o que falta e o que foi feito. Concluir menos de cem por cento não reduz o esforço a zero. O exemplo é fictício. Se exigências rígidas atrapalham sua vida, considere conversar com um profissional.
Fontes e outras leituras
As fontes estão em inglês. As explicações e os exemplos fictícios foram preparados de forma independente pela Pofuna; as organizações citadas não endossam este artigo.